quarta-feira, 6 de maio de 2009

KYUGYO TEATE – Um direito do trabalhador

Com a grave crise financeira que abalou o mercado de trabalho, muitos sofreram com a redução de seus salários em consequência da redução das horas de trabalho. Muitas fábricas foram obrigadas a reduzir as horas de trabalho para poder garantir o emprego de seus funcionários. Entre os trabalhadores que foram obrigados a “folgar” por ordem da empresa, alguns compensaram essas “folgas” utilizando as férias remuneradas, o yukyu. Mas com certeza, muitos ficaram simplesmente com o salário reduzido.

Para esses casos em que a “folga” se deu por conveniência do empregador, este deverá pagar ao empregado uma assistência de mais de 60% do salário médio, durante o período em que o empregado ficar parado (conforme artigo 26 das Leis de Normas Trabalhistas). Esta assitência é chamada de Kyugyo Teate (休業手当). No caso dos trabalhadores de empreiteiras, a obrigação do pagamento da assitência é da empreiteira e não da fábrica ou da empresa onde trabalha efetivamente. A obrigação do pagamento é com a empresa onde existe o vínculo empregatício, ou seja, com a empreiteira onde assinou o contrato de trabalho. Dias parados por motivos de força maior como catástrofes naturais, corte de energia, inspeção na empresa determinado por lei, não são considerados neste caso. Para saber se o seu caso se enquadra nesta assistência, consulte a Secretaria do Trabalho de Aichi, Setor de Consulta ao Trabalhador Estrangeiro (Aichi Rodokyoku Gaikokujin Rodosha Sodan Kōnā)(vide página 7) ou a Delegacia de Inspeção de Normas Trabalhistas mais próxima.

Pelas dificuldades financeiras, muitas empresas deixam de pagar esta assistência, mas para as empresas que efetuarem o pagamento da assistência, poderão solicitar o subsídio do governo, o Koyo Chosei Joseikin (雇用調整助成金). Para o empregador saber se está de acordo com os critérios exigidos, deverá consultar a agência do Hello Work da jurisdição. Para o empregador que oferecer moradia gratuitamente ou arcar com as despesas do imóvel do empregado após a demissão, poderá solicitar o subsídio para assistência de moradia aos demitidos, o Rishokusha Jukyo Shien Kyufukin (離職者住居支援給付金). Para solicitar este subsídio, tanto o empregador como o empregado deverão corresponder aos critérios exigidos. Para saber os detalhes e os critérios exigidos, verifique junto à Delegacia de Inspeção de Normas Trabalhistas ou agência do Hello Work da jurisdição.

Toyota abre inscrições para curso de mecânica

O curso visa formar profissionais para trabalhar no Brasil

Japão , Aichi , Nagoya - ipcdigital.com / Akio Sakaguti

A Toyota Motors abriu inscrições para o Curso de Mecânica que visa formar profissionais para trabalhar no Brasil. Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de junho e apenas 20 candidatos serão aprovados no processo seletivo que acontece no mês de julho.

As aulas são ministradas no Toyota Technical College de Nagoya, em Aichi, e o curso não é gratuito.

Em 2008, o curso teve um número recorde de inscrições. Mas neste ano, devido à crise, a expectativa é que haja uma pequena redução na procura.

Segundo o instrutor da Toyota, Adalberto Masunaga, para ingressar no curso é necessário que o candidato seja brasileiro residente no Japão, tenha o Primeiro Grau completo no Brasil ou equivalente no Japão, e tenha a idade entre 16 e 26 anos de idade. Os que estiverem acima deste limite de idade podem entrar em contato com o curso para que o caso seja avaliado.

O curso tem aulas teóricas e práticas em português. Segundo Adalberto, a conclusão do curso não siginifica garantia de emprego. "O trabalho no Brasil depende da disponibilidade de vagas nas concessonárias. Locais com maior concentração de ex-dekasseguis, possuem menos vagas que outras regiões do país", disse o instrutor.

“O aluno que se forma nesse colégio, entra em contato com a Toyota do Brasil, que vai indicar ele para as concessonárias que estão precisando dessa mão-de-obra”, explicou Adalberto.

Mesmo sem a total garantia de trabalho, os alunos tem boas expectativas para o futuro.

Leandro Yoshizane está no curso há nove meses e é a esposa quem mantém as despesas da casa enquanto ele estuda. É desta forma que o casal investe no futuro. Para ele “as expectativas na verdade são as melhores possíveis. Sempre tive a vontade de voltar para o Brasil e querer trabalhar lá, mas só que ao mesmo tempo, se eu for embora para o Brasil, como é que vou conseguir me sustentar lá. Então eu optei por fazer o curso para ter uma profissão quando voltar para o Brasil e trabalhar com estabilidade e segurança”, revela o aluno.

“Muitas pessoas pensam que ficar um ano parado sem trabalhar vai estar deixando de ganhar dinheiro então vai estar gastando com condução, alimentação, esse tipo de coisa. Só que na verdade, se a gente for ver bem, qualquer tipo de aprendizado que a gente tenha, o investimento com educação sempre é válido”, lembra Lendro.

Priscila Akemi Luciano também está fazendo o curso. "Outras meninas quando souberam que eu ia entrar no curso disseram: - Nossa! Você vai entrar no curso? Você vai ouvir falar de carro e futebol o dia inteiro! Mas eu falei que eu gosto de carro, de mexer, daí por mim tudo bem." Ela garante que se preocupa menos em se sujar de graxa que os outros alunos.

Com previsão de produzir o modelo de carro híbrido no Brasil, o Curso de Mecânica da Toyota pretende introduzir aulas sobre este tipo de motor para os novos alunos.

Mais informações: http://www.toyota-tcn.ac.jp/brasil/index.shtml

terça-feira, 21 de abril de 2009

Como funciona proposta dos ¥ 300 mil para retorno ao Brasil

Antônio Carlos Bordin, de Aichi

A Secretaria de Trabalho de Aichi realizou nesta terça-feira (14), em Toyota (Aichi), a primeira reunião, de uma série de três, para explicar como será concedida a ajuda financeira de retorno ao Brasil. Cerca de 400 pessoas, entre brasileiros e de outras nacionalidades, compareceram ao encontro, segundo os organizadores, e boa parte ainda tinha dúvidas quanto a aceitar a ajuda, sabendo que não poderá mais retornar ao Japão para trabalhar.

Ao contrário do que foi divulgado antes, o auxílio de ¥ 300 mil mais ¥ 200 mil por dependente vale não apenas para brasileiros e peruanos, mas para todos os latino-americanos no Japão, num total de 12 nacionalidades.

Segundo Kouichi Tsuboi, diretor Regional de Operações da Secretaria de Trabalho de Aichi, além da nacionalidade, o solicitante deve possuir um destes vistos: de "residente permanente" (Eijusha), "cônjuge de japonês" (Nihonjin no Haigusha), "cônjuge de residente permanente" (Eijusha no Haigusha), ou ainda "residente de longo prazo" (Teijusha ou visto comum).

Tsuboi explicou que também é necessário que a pessoa cumpra com os seguintes requisitos: ter entrado, permanecido e trabalhado legalmente no Japão antes do início do Programa de Ajuda Financeira de Retorno (até 31 de março deste ano) e posteriormente ter ficado desempregado; ter desistido de buscar emprego, apesar de ter procurado, e resolvido regressar ao país de origem; ter feito reserva de passagem em uma companhia aérea ou agência de viagem; e ter decidido não retornar ao Japão com os vistos citados anteriormente.



"Para quem ainda tem o seguro-desemprego, dependendo dos dias que faltam para receber, haverá um acréscimo. Mas outros detalhes deverão ser obtidos no Hello Work", disse Tsuboi.

Na reunião, a Secretaria de Trabalho de Aichi distribuiu formulários para requisitar o auxílio de retorno ao Brasil junto ao Hello Work e também uma folha com texto em japonês a ser entregue para a agência de viagem ou companhia aérea, para a reserva do bilhete. "Pode-se fazer a reserva da passagem antes e depois levar o formulário ao Hello Work ou o contrário", disse Toshiki Shirokane, gerente Administrativo do Hello Work.

A data do embarque deverá ser marcada para cerca de um mês após a solicitação da ajuda, isso porque o Ministério do Trabalho e Bem-Estar Social deverá analisar os pedidos e, num prazo de três semanas, as pessoas receberão em suas residências um aviso informando se a ajuda será concedida ou não.

O dinheiro da passagem será depositado na conta bancária da companhia aérea ou agência de viagem, e o restante será transferido para a conta do solicitante, em seu país de origem, cerca de três semanas após o seu retorno, com a confirmação do Departamento de Imigração. Tsuboi alertou que o Hello Work não faz nenhum pagamento referente a esta ajuda, mas apenas o Governo central.

Proibido o retorno

"Antes de entrar com o pedido de ajuda, pedimos que as pessoas analisem suas condições, se preenchem os requisitos e pensem bem se têm o desejo real de retornar ao Japão", frisou Tsuboi.

Segundo Toshiki Shirokane, tanto japoneses quanto brasileiros estão sofrendo com a crise econômica. "Na verdade, quem já tem certo tempo de trabalho, pensa em voltar ao seu país de origem. Para estas pessoas, (essa ajuda) é um sinal de agradecimento pelo esforço que fizeram no país", disse. Ele acrescentou que este projeto foi criado para quem tem vontade de voltar ao país de origem e não retornar ao Japão. "É facultativo", frisou.

As próximas reuniões explicativas serão em
Toyohashi e Nagoya.

Veja todos os procedimentos
Estas são as informações divulgadas pelo Hello Work:

A quem se destina
-A pessoa deve ser natural de um destes países: Brasil, Peru, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai ou Venezuela.
-Possuir visto de: "residente permanente" (Eijusha), "cônjuge de japonês" (Nihonjin no Haigusha), "cônjuge de residente permanente" (Eijusha no Haigusha), ou ainda "residente de longo prazo" (Teijusha ou visto comum).

Requisitos
É preciso cumprir todos estes itens:
-Ter entrado, permanecido e trabalhado legalmente no Japão antes do início do programa de ajuda financeira (até 31 de março de 2009) e posteriormente ter ficado desempregado.
-Ter desistido de buscar emprego e, apesar de ter tentado, ter decidido retornar ao país de origem.
-Ter feito reserva de passagem em uma companhia aérea ou agência de viagem (a reserva deve ser feita com folga, pois o trâmite leva cerca de um mês, a partir da solicitação. Há um texto em japonês fornecido pelo Hello Work para fazer a reserva da passagem).
-Ter decidido não voltar ao Japão com os vistos citados acima, após o regresso ao país de origem.

Valor
A ajuda é de ¥ 300 mil para o requerente mais ¥ 200 mil por familiar dependente. Aos que estão no seguro-desemprego será adicionado um determinado valor de acordo com os dias restantes para o recebimento do benefício.
-Os membros da família deverão estar no mesmo voo do solicitante.

Documentos
-Para quem for voltar sozinho ao país de origem, é preciso apresentar os documentos de A a G (D para os beneficiários do seguro-desemprego e E para os requerentes que não se enquadram em D).
-Para quem for regressar com a família, é preciso apresentar os documentos de A a H.

A. Formulário de requerimento da ajuda financeira (no Hello Work)

B. Documento comprobatório da reserva de passagem aérea (4 cópias). Precisará do documento que conste o número da conta bancária e o número do registro da agência de viagem para transferência do valor da passagem emitida previamente pela companhia aérea ou agência de viagem.

C. Original e 4 cópias frente e verso do Gaijin Torokusho (Carteira de Registro de Estrangeiro).

D. O beneficiário do Seguro-Desemprego deverá apresentar um dos documentos abaixo:
-Certificado de Beneficiário do Seguro-Desemprego (4 cópias)
-Carta de Desemprego (Rishokuhyo)
-Documento de confirmação da notificação de ter adquirido a qualificação de beneficiário do Seguro-Desemprego (4 cópias).

E. Se não for beneficiário do Seguro-Desemprego, deverá apresentar um dos documentos abaixo:
-Atestado de demissão (4 cópias)
-Comprovante de pagamento do salário (holerite – 4 cópias)
-Carteira de Seguro de Saúde (4 cópias)

F. Documento que confirme a conta bancária (4 cópias) do solicitante no país de origem. São necessários detalhes que confirmem a possibilidade de que possa ser efetuada transferência em dólar americano e o saque do dinheiro no país do solicitante.

G. Um dos documentos abaixo que possa confirmar o endereço:
-Carteira de Habilitação
-Carteira do Seguro de Saúde
-Alguma correspondência destinada ao solicitante

H. No caso de regressar com a família, precisará apresentar os documentos abaixo:
-Atestado de Residência (Gaikokujin Toroku Genpyo Kisai Jiko Shomeisho – 4 cópias)
-Carteira de Registro de Estrangeiro de todos os membros da família (4 cópias frente e verso)

Atenção:
-O valor de ajuda é determinado. Caso o valor da passagem ultrapasse o limite do auxílio, o solicitante deverá pagar a diferença.
-A solicitação do benefício não significa sua aprovação. Os pedidos serão avaliados.
-Caso haja cancelamento da aprovação mesmo após feito o pagamento, a pessoa deverá devolver o valor.

fonte: clicksjp.com

Grupo auxilia ex-dekasseguis no retorno ao Brasil

Antônio Carlos Bordin, de Aichi

Os brasileiros que retornam ao Brasil devido à crise econômica no Japão estão buscando ajuda para reentrar no mercado de trabalho. Um dos grupos procurados pelos recém-chegados é o Grupo Nikkei de Promoção Humana, de São Paulo, que oferece ajuda gratuita na forma de orientação de Recursos Humanos, de autoestima e informações sobre vagas de trabalho no mercado.

Antes da crise econômica o Grupo Nikkei recebia a média mensal de 70 a 100 desempregados, sendo que 30 eram ex-dekasseguis. "Agora recebemos cerca de 150 pessoas por mês, sendo 75 ex-dekasseguis", disse Leda Reiko Nakabayashi Shimabukuro, 58.

O Grupo Nikkei nasceu há dez anos, e há oito criou o Projeto Tadaima, palavra japonesa usada quando a pessoa retorna para casa.

No Projeto Tadaima as pessoas passam por um trabalho de dinâmica de grupo para conscientizá-las sobre seus potenciais e, no caso dos ex-dekasseguis, sobre suas experiências obtidas no Japão.

"Atendemos qualquer pessoa que esteja disponível para trabalhar no mercado paulistano, sejam estagiários, primeiro emprego, ex-dekasseguis, idosos, donas de casa, pessoas de qualquer origem e experiência profissional", explica Leda.

Segundo ela, infelizmente a maioria dos atendidos no Projeto Tadaima não retorna às vagas obtidas. "Mas conseguimos confirmar cerca de 15% de colocação nos empregos conseguidos através de colaboradores", explica.

No site do Grupo Nikkei há uma lista de empregos oferecidos, com detalhes como exigências, idade etc, e outra lista com os nomes de candidatos e que tipo de trabalho procuram.

O Grupo Nikkei oferece ainda os projetos "Combate ao Desemprego", no qual faz cadastros para quem busca trabalho na capital paulista, e o Projeto Tanoshimi (Sonho Futuro), voltado para pessoas de 70 a 100 anos de idade.

O Grupo Nikkei de Promoção Humana fica na capital paulista, na Avenida Liberdade, 365. Os telefones para contato são (11) 3399-3754/2404. O e-mail é
gruponikkei@ig.com.br. Home page:www.gruponikkei.org.br. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

fonte: clicksjp.com

Mie concede empréstimo para quem está em dificuldades

O interessado precisa de fiador e o valor pode chegar a 1 milhão

O governo de Mie está concedendo empréstimos para os trabalhadores que perderam o emprego ou sofreram redução brusca de renda de mais de 10%. A medida se chama Plano de Crédito para Pessoas em Dificuldades Financeiras de Mie - Mie-ken Rishokushatou Kinkyu Seikatsu Shikin Yuushi.

O valor máximo do empréstimo é de ¥ 1 milhão para as famílias e de ¥ 500 mil para os solteiros sem filhos.

Os brasileiros que quiserem usar o empréstimo precisam estar vivendo em Mie por mais de um ano e ter mais de 20 anos de idade. Precisam também de fiador.

O juro sobre o empréstimo é de 1,5% ao ano - com um percentual adicional como garantia - e o prazo para pagamento é de 10 anos. Não existe a possibilidade de isenção da devolução. Quem aderir ao empréstimo vai ter de pagá-lo.

Existem ainda outras exigências. Para quem foi demitido, é preciso ter trabalhado no mínimo durante um ano na empresa que foi dispensado, estar recebendo ou já ter recebido o seguro-desemprego, ter cadastro no Hello Work, estar a procura de emprego e não estar usufruindo do Fundo de Estabilização Profissional - Sushoku Antei Shikin Kashitsuke - do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social.

Para quem não foi demitido, mas teve redução de até 10% da renda, é necessário estar trabalhando há mais e um ano na mesma empresa.

Em Mie vivem mais de 21 mil brasileiros, sendo a terceria maior concentração depois de Aichi e Shizuoka.

Mais informações sobre o Mie-ken Rishokushatou Kinkyu Seikatsu Shikin Yuushi pelo telefone 059-224-2454 (somente em japonês).

fonte:ipcdigital.com

sexta-feira, 10 de abril de 2009

AUXÍLIO FINANCEIRO ESCOLAR
Para as famílias em dificuldade financeira, a cidade de Nagoya oferece auxílio financeiro destinado às despesas com merenda escolar, material didático e outras despesas necessárias aos estudos, para que seus filhos possam frequentar a escola primária ou ginasial. (Poderá receber o auxílio pelo período de 1 ano). Veja os detalhes
clicando aqui.
Se você mora fora de Nagoya, procure saber na sua cidade sobre esse benefício.
AUMENTO DO SUBSÍDIO PARA PRÉ-NATAL
A cidade de Nagoya estará ampliando o subsídio às consultas pré-natais, de 5 vezes para 14 vezes, a partir de abril.
As gestantes que já receberam a caderneta materno infantil (Boshi Kenko Techo) deverão receber os formulários nos hospitais, clínicas e postos de saúde.
Para solicitar os formulários, apresente a Caderneta para Saúde da Mãe e Filho (Haha to Ko no Kenko no Tameni).
Faça o pré-natal e tenha uma gravidez tranquila.